Esta é a leitura honesta do cenário do escritório a partir da nossa conversa. O que já está forte, o que está travando, o que a inércia custa e os caminhos possíveis. Sem enfeite, sem promessa e com as suas próprias palavras.
Vinte anos de profissão, doze deles em sociedade e o restante à frente do próprio escritório em Arapongas. Cerca de 800 projetos entregues, na sua própria estimativa arredondada para baixo. Hoje são cinco projetos ativos, três deles de alto padrão, mais duas frentes comerciais, entre elas um estande para a BIMAD. A demanda chega por indicação e recorrência: tem cliente no sexto projeto seguido e tem construtora que entrega obra na sua mão porque confia no seu acompanhamento. Nada disso é sorte. É reputação construída em duas décadas de entrega.
O contraste aparece do outro lado da mesa. Todo esse repertório roda dentro de uma janela de escritório das 11h às 17h, sem sistema, sem processo escrito e sem ninguém além de você capaz de definir o que vem primeiro. A palavra que você usou foi "apago incêndio". O escritório não tem problema de aquisição de cliente: tem problema de capacidade e de monetização do que já entrega. E os dois têm a mesma causa. O negócio inteiro depende do único recurso que não escala, que é o seu tempo.
Antes de qualquer coisa que precise mudar, o que já está de pé. Todos os números abaixo saíram da nossa conversa, nenhum deles é estimativa nossa.
Não são opiniões nossas. É o que a própria conversa revelou. Cada gargalo abaixo carrega uma frase sua, literal.
Não existe sistema, não existe processo escrito e não existe protocolo de passagem de tarefa. A agenda vira post-it, o post-it vira mensagem no WhatsApp e a mensagem vira memória. Enquanto o volume é pequeno isso funciona, porque você compensa com competência. O problema é que a compensação consome exatamente o recurso mais escasso do escritório, que é o seu tempo dentro de uma janela de seis horas. Assim, cada projeto novo não soma capacidade: subtrai. É por isso que a resposta para "consigo atender mais?" é não, mesmo com demanda batendo na porta. Trocar de ferramenta não resolve, porque o que falta não é software, é processo definido antes do software.
A carteira nasce quase toda de indicação, e indicação só alcança quem já conhece alguém que conhece você. Fora desse círculo, quem procura arquiteto em Arapongas, Maringá, Londrina ou Balneário encontra um perfil no Google bem posicionado, porém quase vazio de acervo e de avaliações, e não encontra site nenhum. O trabalho existe e a prova existe, mas ela está guardada na memória dos clientes, e memória de cliente não trabalha enquanto você atende. Isso não é problema de rede social: é problema de acervo, porque nada foi coletado, organizado e publicado num lugar que funcione sozinho.
A consultoria já é vendida entre R$ 400 e R$ 450 a hora, ocupa menos tempo que projeto, pode ser prestada fora da cidade e, pela sua própria conta, três consultorias equivalem ao que um projeto rende. Mesmo assim ela não tem escopo publicado, não tem formato definido, não tem página, não tem oferta e não tem processo de venda. Ela acontece quando alguém lembra de pedir. Serviço que depende da lembrança do cliente não é linha de receita, é acaso. Enquanto isso, o projeto completo, que consome muito mais tempo por real faturado, segue sendo a única porta aberta do escritório.
Os números abaixo são exatamente os que você colocou na mesa durante a conversa. Não acrescentamos nenhum.
Cada rota resolve uma profundidade diferente do mesmo diagnóstico. Não existe rota errada: existe a rota certa para o momento do escritório.
Resolve o gargalo mais visível: fazer vinte anos de trabalho existirem num lugar que qualquer pessoa de fora consiga encontrar.
Ataca os três gargalos ao mesmo tempo: mostra o trabalho, filtra quem chega e transforma a consultoria em algo que dá para comprar.
Para quando a decisão for crescer com tudo funcionando junto, dentro e fora de Arapongas.
Este documento é a leitura do cenário, não a proposta. Na terça-feira, às 13h, apresentamos como cada rota funciona na prática, o que entra em cada uma e em que ordem. Você decide se caminha com a gente ou com a sua própria equipe. A leitura fica sua de qualquer forma.